terça-feira, 6 de setembro de 2011

Um em cada três clínicos não lava as mãos...




No dia 3 de Setembro, no Diário de Notícias, foi publicada a seguinte notícia, que pode ser encontrada no link:

http://www.pt.cision.com/O4KPTWebNewLayout/ClientUser/GetClippingDetails.aspx?id=b1fae489-48c8-4e76-b744-d61666bd6040&analises=1

Não só descreve, e muito bem, os diferentes profissionais que trabalham nos hospitais com o nome que devem ter: CLÍNICOS (Sim, porque desde que abordem o doente/doença com uma abordagem científica clínicos são todos, e não apenas os médicos), este artigo revela um facto que já não é novidade para quem trabalha no meio:

Os enfermeiros são os profissionais que mais lavam as mãos e, fazendo-o, mais infecções adquiridas no hospital evitam e mais dinheiro poupam. Era sabido, mas agora está dito pela DGS. Toda esta "publicidade" para dizer duas coisas:

- Primeiro: são discursos sobre estes tópicos que os enfermeiros devem ter quando descrevem aquilo que fazem - salvam vidas, previnem infecções e outras complicações e, acima de tudo e neste clima de crise, evitam gastos desnecessários, poupando por isso milhões de euros ao país, todos os dias, todos os meses e anos. A maioria das pessoas, ao contrário do que os enfermeiros possam pensar, NÃO SABE DISTO. Sendo percebido, aumenta o reconhecimento profissional.

- Segundo: que são os médicos que menos cumprem esta prática também já se sabia. Agora o que não se sabe é que estratégias serão tomadas, que responsabilização será pedida de forma a que as taxas de lavagem das mãos nestes profissionais aumente. Porque as infecções que muitas vezes os enfermeiros andam a prevenir são causadas exactamente pela não lavagem das mãos de alguns profissionais, vindo estes de seguida precrever mais antibióticos, gerar mais dias de internamento e recuperação, aumentar os gastos.

O que é feito? Aos médicos continuam a pagar fortunas, aos enfermeiros cada vez menos. É isto que se chama cortar na despesa?? É assim que alcançamos o tão prezado objectivo estabelecido pelo nosso governo?

Aquele abraço

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